Quando uma mulher está grávida, uma coisa que com certeza não vai faltar são as dúvidas que surgem sobre esse momento tão delicado, principalmente quando falamos sobre as mães de primeira viagem. Durante as consultas de pré-natal, muitas dessas dúvidas podem ser sanadas, como por exemplo em relação ao bebê pélvico que é mais comum do que imaginamos.

E apesar de um médico conseguir responder todas as questões técnicas sobre a situação, sempre irão surgir mais dúvidas. Afinal, como agir quando uma mulher tem um bebê pélvico? Esse é o assunto que vamos discutir hoje. Mas antes, precisamos nos aprofundar um pouco mais no assunto para entendermos completamente com o que estamos lidando.

O Que é um Bebê Pélvico?

A “apresentação pélvica” ocorre quando o bebê não vira de cabeça para baixo na preparação para que o parto aconteça de maneira natural, já que essa é a posição ideal para que os partos sejam realizados.

O bebê pélvico então, nada mais é do que um bebê que tem a apresentação pélvica, ou seja, que permanece sentado mesmo quando o ideal é virar de cabeça para baixo. Os casos de bebês pélvicos são muito raros, totalizando cerca de 3% em todo o mundo.

O bebê fica na posição de encaixe mais ou menos entre a 36ª e a 38ª semana de gestação. Esse é o momento que os médicos e que as mães ficam atentos à posição do bebê para saber se ele terá a “apresentação cefálica”, que nada mais é do que a posição de cabeça para baixo ou se ele será um bebê pélvico.

Existe uma técnica para que a posição do bebê seja mudada aos poucos, chamada de “versão cefálica externa”, que consiste basicamente no uso das mãos para que o bebê se mova dentro da mulher.

Essa técnica pode ser utilizada a partir da 36ª semana de gestação, quando um médico perceber que o bebê não está dando sinais de que irá virar. A versão cefálica externa, ou VCE, era muito mais utilizada antigamente, quando as cesarianas não eram tão comuns. Até por essa razão, não é fácil encontrar um médico que realize esse tipo de procedimento, sobretudo no Brasil, onde há um consenso de que tal manobra é arriscada pois pode causar o descolamento da placenta.

Por que isso Acontece?

Não existem estudos que comprovem exatamente a razão de alguns bebês não virarem de cabeça para baixo na hora do parto. Alguns estudos indicam que isso pode ser hereditário, mas ainda precisamos de mais informações para poder afirmar qualquer coisa do tipo. O que se sabe, é que isso é algo raro e que pode causar complicações, dependendo da gravidez da mulher e pode exigir que uma cesariana seja feita.

A Cesariana no Caso de Bebê Pélvico é Obrigatória?

Não necessariamente, mas na maioria dos casos ela é recomendada. Um médico pode julgar se há risco para a mulher ou para o bebê e então indicar uma cesariana. Existem também os partos normais que são feitos mesmo nessa posição, os chamados partos pélvicos, que exigem alguns cuidados especiais por parte dos médicos. Por ser um tipo de parto mais trabalhoso e que oferece mais riscos, é muito raro vermos partos pélvicos sendo feitos, ainda que eles existam.

As preocupações que uma mulher possui antes do parto são muitas, ainda mais quando se descobre que ela possui um bebê pélvico ou que o bebê está em qualquer posição que não seja a mais natural para se nascer.

Apesar de isso assustar muitas mulheres, é importante se acalmar e saber que, com o acompanhamento médico necessário, nada de ruim irá acontecer por causa da posição do bebê.

É claro que pensar no bebê é de extrema importância durante toda a gestação, mas a mulher também precisa cuidar de si mesma durante os 9 meses, não só porque está gerando outra vida, mas também porque não pode deixar que o estresse e a ansiedade tomem conta de sua saúde. E é por essa razão que ter um bom acompanhamento psicológico, além do apoio de amigos e familiares durante a gravidez também faz toda a diferença para a gestante.

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Foto: Breech presentation