Embora muitas mulheres utilizem como método contraceptivo a pílula anticoncepcional, algumas delas, buscam outros métodos, pois não querem ingerir uma quantidade grande de hormônios, ou porque possuem dificuldade em lembrar de tomá-las todos os dias, aí entra como opção os DIU’s. Mas você sabe qual é a diferença do DIU de cobre e do DIU hormonal?

Para muitas mulheres, os dispositivos intrauterinos (DIU) são uma alternativa muito bem aceita quando se trata de método contraceptivo.

O que é o DIU?

DIU é um dispositivo em forma de T que é inserido no útero da mulher. O DIU pode ser revestido de cobre (DIU de cobre) ou hormônios (Mirena, DIU hormonal). Onde já se inicia aí a diferença do DIU de cobre e do DIU hormonal.

Ambos possuem a mesma função: evitar que o óvulo seja fecundado e que o ovo se implante no útero, impedindo a gravidez. Porém, o DIU não se trata de um método de barreira (que impede o encontro entre espermatozoide e óvulo), ele atua de forma mais ampla, modificando as condições uterinas.

Dependendo do tipo, o DIU, pode-se prevenir a gravidez por até 10 anos, mas, em outros países existem dispositivos com durabilidade menores, como por exemplo, a duração de 3 anos.

O preço dos dispositivos hormonais varia entre R$ 700 a R$ 1.200, um custo relativamente alto em vista dos contraceptivos orais. No entanto, se colocarmos na ponta do lápis quanto se gasta com pílulas anticoncepcionais pelo tempo de cinco anos, esse valor não é muito diferente.

Além do mais, você não terá que se preocupar com o DIU enquanto ele estiver no lugar. Essa é outra diferença do DIU de cobre e do DIU hormonal, o custo para colocar.

Como Funciona o DIU Hormonal?

Uma vez colocado no útero, este tipo de DIU libera lentamente pequenas quantidades do hormônio Levonorgestrel para impedir que o espermatozoide atinja o óvulo.

Semelhante às pílulas anticoncepcionais hormonais, o DIU hormonal também pode prevenir a ovulação ou a liberação de um óvulo do ovário.

Os hormônios também engrossam o muco cervical para evitar que os espermatozoides nadem para o óvulo, eles diluem o revestimento uterino para impedir o implante do óvulo fertilizado.

Além de prevenir a gravidez, o DIU hormonal também pode diminuir o fluxo menstrual e reduzir as cólicas. O dispositivo Mirena pode provocar a ausência da menstruação.

Efeitos Colaterais do DIU Hormonal

Durante o período de 3 a 6 meses após a colocação do DIU, os ciclos menstruais provavelmente serão imprevisíveis. Mas o DIU hormonal também pode causar efeitos colaterais semelhantes aos das pílulas anticoncepcionais, como por exemplo:

  • Dor e tensão mamária (mastalgia)
  • Dores de cabeça
  • Náusea
  • Retenção de líquidos
  • Escapes entre ciclos (spotting)
  • Mudança de humor
  • Aumento de peso
  • Acne
  • Cistos nos ovários

Como Funciona o DIU de Cobre?

O DIU de cobre é a escolha de muitas mulheres que procuram uma solução contraceptiva não hormonal. Oferece uma eficácia acima dos 98% – sendo que há dados que apontam para uma percentagem de apenas 0,6% de falha.
É um pequeno dispositivo de plástico envolvido em cobre. Seu valor varia entre R$ 100 a R$ 300,00. Uma vez que está no lugar, funciona por até 10 anos.

A mulher pode sofrer um sangramento mais forte e experimentar mais cólicas durante os ciclos menstruais que se sucedem a colocação do DIU de cobre, mas é esperado que tudo se normalize alguns meses após o DIU.

Efeitos Colaterais do DIU de Cobre

Outros efeitos colaterais do DIU de cobre podem incluir:

  • Anemia
  • Dor nas costas
  • Escapes entre ciclos (spotting)
  • Corrimento vaginal
  • Dor durante o sexo

Semelhanças Entre os Tipos de DIU

Tanto o DIU de cobre quanto o hormonal previnem a gravidez, afetando o movimento do espermatozoide. Eles impedem o encontro dos espermatozoides com o óvulo.

Os dois tipos de DIU são igualmente eficazes. Menos de uma em cada 100 mulheres que utilizem o DIU de cobre, ou hormonal da maneira correta, engravidam.

Embora cada tipo de DIU proteja contra a gravidez por uma quantidade diferente de tempo, eles podem ser removidos a qualquer momento. A remoção é sempre uma opção se a mulher decidir que quer engravidar, ou está descontente com os efeitos colaterais.

Principal Diferença do DIU de Cobre e do DIU Hormonal

A principal diferença entre os dois tipos de DIU é que, um tipo libera hormônios e o outro não. Além de bloquear o esperma de atingir o ovo, o DIU hormonal engrossa o muco cervical, dilui o revestimento uterino e evita a ovulação.

Outra diferença é o tempo de uso. Para o DIU de cobre entre 5 e 10 anos; para o Mirena, 5 anos. A eficácia maior é do Mirena, pois se assemelha à laqueadura.O DIU de cobre começa a funcionar imediatamente após a sua inserção, já o dispositivo hormonal (Mirena), pode levar algumas semanas para começar a trabalhar. Portanto, é importante o uso de preservativo nas relações sexuais, até que o médico verifique se está tudo certo com a colocação.

Não Previne Doenças Sexualmente Transmissíveis

Além do mais, o DIU apenas previne a gravidez, não protegendo o organismo contra doenças sexualmente transmissíveis. Por isso, durante o uso do DIU, é recomendada a utilização de métodos contraceptivos barreira como a camisinha, que protejam contra doenças como AIDS ou gonorreia, por exemplo.

O DIU hormonal torna os ciclos menstruais mais leves, com menos cólica, diminuindo ou até mesmo zerando o fluxo menstrual. O DIU de cobre, pode provocar um aumento do fluxo menstrual e a mulher pode experimentar mais cólicas do que o habitual.

Fatores de Risco

O DIU geralmente é seguro, mas nem sempre é indicado para algumas mulheres. Veja alguns casos:

  • Mulheres grávidas ou em puerpério
  • Mulheres que tomam medicação (imunossupressora, corticosteroides sistémicos ou anticoagulantes)
  • Mulheres com anemia crónica (Talassemia e Drepanocitose incluídas)
  • Mulheres com doença inflamatória pélvica ativa ou recorrente (no caso de evento único a situação deve ser avaliada)
  • Mulheres com a Doença de Wilson (condição que faz com que o cobre se acumule no organismo).
  • Mulheres com hemorragias ou perdas de sangue cuja origem não está identificada
  • Mulheres com infeções sexualmente transmissíveis (IST’s)
  • Mulheres que sofram de menorragia (fluxos menstruais abundantes)
  • Mulheres com fibromas uterinos que deformem a cavidade uterina e/ou anomalias morfológicas do útero
  • Mulheres com câncer do colo ou do endométrio
  • Mulheres com cervicite
  • Mulheres com câncer de mama
  • Mulheres que estejam em menopausa há um ano (o DIU deve ser retirado após esse período de tempo)

O DIU de cobre pode aumentar o risco de doença inflamatória pélvica (DIP). Por conter cobre, mulheres com alergia ao componente não devem utilizar esse tipo de dispositivo.

O que Esperar Durante e Após a Inserção do DIU

A colocação do DIU não é, normalmente, complicada. Apesar de muitas mulheres sentirem um certo desconforto, menos do que 5% sentem níveis moderados ou agudos de dor.

As reações vaso vagais – tais como suor, vômito ou desmaios breves – e as lacerações cervicais ocorrem em no máximo 1% das mulheres. Geralmente, estes problemas são de duração curta e raramente exigem a remoção imediata do DIU.

Além disso, não afetam o desempenho posterior do DIU. As mulheres que nunca deram à luz ou que o fizeram poucas vezes, ou cujo último parto tenha ocorrido há bastante tempo, têm a maior probabilidade de passar por esses problemas. Um analgésico poderá reduzir esse desconforto.

O DIU possui um fio anexado. Este fio ajuda a mulher verificar se o dispositivo está no lugar correto. Também ajuda o médico a removê-lo quando necessário. Após a inserção do DIU, a mulher pode ter efeitos colaterais temporários, como:

  • Cólicas parecidas com as menstruais
  • Dor nas costas
  • Sangramento mais intenso do que o normal
  • Escapes entre ciclos
  • Ciclos irregulares

Os efeitos colaterais mais graves são raros, mas podem incluir:

  • Doença inflamatória pélvica (DIP)
  • Deslocamento do DIU
  • Expulsão do DIU
  • Perfuração da parede do útero

Antes de optar por qualquer um dos tipos de DIU disponíveis, ou então, decidir sobre qualquer outro método contraceptivo, é importante uma conversa com o ginecologista para saber sobre os riscos e benefícios de cada um deles. Por isso é tão importante saber mais sobre a diferença do DIU de cobre e do DIU hormonal antes de tomar a decisão.

É importante também, considerar o custo, a conveniência e os efeitos colaterais ao fazer a escolha. Se a mulher tentar este método e decidir que não foi uma boa escolha, é possível fazer a remoção a qualquer momento.

Existem inúmeras opções de métodos de controle de natalidade disponíveis, e o médico pode ajudá-la a descobrir qual é o melhor para ela.

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Fotos: Sarahmirk