O corpo humano é constituído por diversas partes que gostamos de comparar a engrenagens de maquinas, que precisam estar “inteiras” e receber sua devida manutenção para que funcione em sincronia. Assim é também com o sistema reprodutor humano, que são formados nos últimos meses da fase gestacional. No caso dos homens, os testículos do bebê menino ainda em desenvolvimento se forma ainda no interior do abdômen, iniciando a locomoção passando pelo canal inguinal e chegando finalmente até a bolsa escrotal onde ficará por toda vida. Quando ocorre alguma intercorrência nessa trajetória, provocando que um ou os dois testículos não cheguem até a bolsa escrotal, ganha-se o nome de criptorquidia.

O que é a Criptorquidia?

A criptorquidia ou testículos não descidos como é popularmente chamado pela medicina é o nome dado para uma alteração genital no sexo masculino considerado muito comum. É o nome dado para a ausência testicular na bolsa escrotal ou a presença de um único testículo. Caracterizada como unilateral quando existe a presença de um único testículo e bilateral quando ausente os dois testículos, sendo dividido em dois tipos:

  • Criptorquidia congênita
  • Criptorquidia Adquirida

Criptorquidia Congênita

Considerada criptorquidia congênita a ausência de um ou dos dois testículos no bebê, logo após o nascimento. Como o sistema reprodutor masculino finaliza seu desenvolvimento nos últimos meses de desenvolvimento intrauterino, nesse caso um ou os dois testículos não conseguiram chegar ao saco escrotal como deveriam.

Criptorquidia Adquirida

Considerada criptorquidia adquirida quando o bebê nasce com seus testículos adequadamente localizados na bolsa escrotal, mas após um certo período um ou os dois testículos não são mais observados na área escrotal.

Causas da Criptorquidia

As causas da criptorquidia não foram esclarecidas ainda, mas estudos científicos em prol do assunto apontam grandes possibilidades de ser resultado de fatores genéticos durante a gestação ou por até mesmo influência de fatores ambientais. Mas entre as principais causas mais consistentes está a prematuridade no nascimento, ou o nascimento de bebês abaixo do peso para a idade gestacional.

Diagnóstico da Criptorquidia

O diagnóstico da criptorquidia é basicamente clinico e pode ser identificado após um exame físico simples, mas bem minucioso. Onde será necessário observar e avaliar a posição, o volume testicular e também a mobilidade dos testículos que podem apontar para outros fatores como hérnias, tamanho peniano, a hidrocele (acúmulo de líquido na área testicular), além da posição do meato uretral, que é a saída da urina no pênis.

Normalmente os testículos criptorquidicos podem ser facilmente palpados facilitando a localização, que em 80% dos casos se encontram entre o abdômen e a bolsa escrotal, se tornando mais simples de tratar. Nos casos onde não são facilmente sentidos, os testículos podem se encontrar ainda na cavidade abdominal apontando para um procedimento mais complexo e um tratamento especifico.

Tratamentos da Criptorquidia

Os tratamentos da criptorquidia irão depender da avaliação medica e da escolha do melhor procedimento ao caso. Porém, no caso da criptorquidia congênita, onde os bebês já nascem com a ausência de um ou dois testículos, normalmente é recomendado os pais aguardarem até os seis meses de vida do bebê, para observar se não ocorre a descida natural do testículo para a bolsa escrotal, sem ser necessário realizar nenhum procedimento ou tratamento.

Após esse período, se não ocorre a descida espontânea é avaliada a melhor intervenção corretora. O recomendado é que a intervenção cirúrgica ocorra entre os seis meses até os 12 meses de vida do bebê, sendo o prazo máximo para correção até os 18 meses de vida. O tratamento cirúrgico de correção do posicionamento testicular tem como principais objetivos otimizar a função testicular, evitar futuras complicações como hérnias e torções testiculares e reduzir as chances e facilitar o diagnóstico de tumores nos testículos.

Para os testículos que são possíveis palpar mesmo ainda fora do saco escrotal, o procedimento cirúrgico é indicado para correção da posição testicular, trazendo-o para a bolsa testicular. Será avaliado o posicionamento do testículo e aí será avaliado o tipo de procedimento a ser feito, que poderá ser por via inguinal ou por via escrotal. No caso dos testículos que não são palpáveis, a cirurgia recomendada é por via abdominal e realizada por videolaparoscopia que é mais simples, rápida e a cicatrização é bem tranquila.

Fertilidade

Uma das grandes preocupações no caso de criptorquidia é o quesito fertilidade. Mas pesquisas indicam que pacientes que possuem apenas um testículo que não tenha descido para o saco escrotal, tem taxas menores de fertilidade, mas podem ser pais, na mesma proporção comparados a pacientes que tem os dois testículos em posição correta.

Mas a correção cirúrgica é necessária, visando garantir a produção correta de espermatozoides, em qualidade e quantidade adequada durante a ejaculação. Caso não seja realizada a correção dos testículos, o testículo não descido pode comprometer a produção de espermatozoides e do hormônio testosterona causando a infertilidade.

No caso de pacientes com criptorquidia bilateral (ausência dos dois testículos no saco escrotal) as taxas de fertilidade são mínimas. Portanto é indispensável o tratamento cirúrgico no prazo correto, ao longo do primeiro ano de vida, evitando que a infertilidade seja uma situação irreversível.

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Outra preocupação medica que cerca a criptorquidia, que vem sido avaliada em diversas pesquisas medicas é do risco aumentado de tumores no testículo em pacientes com o problema. Estudos apontam que o risco é de 2 a 5 vezes maior em comparação com homens que não nasceram com criptorquidia. Isso porque, possivelmente esses pacientes já nasçam com uma predisposição genética para esse tipo de câncer. Mesmo após realizar o tratamento indicado e a intervenção cirúrgica é necessário recomendar o autoexame nos testículos, afim de notar previamente qualquer tipo de alteração.

Foto: Tsaitgaist