O HPV ou como é conhecido cientificamente como papilomavírus humano é uma doença sexualmente transmissível. Considerada a doença sexual mais popular, estudos apontam que pelo menos 50% da população em geral já adquiriu algum tipo de HPV pelo menos uma vez na vida.

A doença não é transmitida somente através da penetração no ato sexual, podendo ser infectada através do sexo oral ou ate mesmo do contato íntimo e carícias. Portanto adolescentes e adultos mesmo virgens, mas com contato com alguém contaminado, pode sim adquirir a doença.

Por isso é recomendado o uso da camisinha, que é uma das opções mais seguras para se prevenir das doenças sexuais no geral. Atualmente foram desenvolvidas vacinas contra os tipos de HPV mais frequentes, como é o caso do câncer no colo do útero. Essa vacina tende a prevenir contra a infecção do HPV, estimulando a maior produção de anticorpos combatentes para cada tipo da doença. Sendo uma vacina nova no mercado e com poucos estudos e pesquisas, não se sabe informar ainda quanto tempo se fica imune após ser vacinado, laboratórios apontam um tempo em media de 5 anos.

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomenda que a vacina de HPV seja dada em mulheres a partir de 9 anos de idade ate os 13 anos, principalmente para aquelas que ainda não iniciaram sua vida sexual podendo assim garantir maior eficácia na medicação. Um grande número de gestantes questiona aos seus médicos diariamente sobre essa vacina, se devem ou não tomar. E a resposta é não, pois devido à falta de estudos suficientes não existe nenhuma garantia que a substância contida na vacina não faça mal tanto a mãe quanto ao feto, portanto não é recomendada a vacina de HPV em gestantes.

Prós e Contras da Vacina de HPV

Muito se foi comentado sobre a vacina de HPV e muitos casos foram relatados de meninas que passaram mal após tomar a vacina, causando desmaios e mal estares. Além dos casos de meninas que estão paralisadas e outras ate mesmo em estado vegetativo, muitas mães estão na luta com a justiça para provar que esses problemas de saúde estão relacionados à reação da vacina. Ate o momento nada foi comprovado, sendo alegado simples coincidência no fato das meninas apresentarem problemas neurológicos, motores chegando a estado praticamente vegetativo. A vacina de HPV não tem contra indicações, a não ser para pessoas alérgicas a componente da medicação.

O intuito da vacina de HPV é proteger as meninas da doença que mata recentemente milhões de mulheres. Mas devido à falta de pesquisas e comprovação da eficácia do medicamento, muitas mães se sentem inseguras em permitir que suas filhas recebam a vacina. A vacina de HPV deve ser tomada em 3 doses, quando é a bivalente, a segunda dose deve ser aplicada após um mês e a terceira dose após cinco meses. Quando é a quadrivalente, a segunda dose deve ser aplicada após dois meses e a terceira após seis meses. No SUS (Sistema Único de Saúde) as aplicações são feitas de formas estendidas, sendo aplicada a segunda dose somente 6 meses após a primeira e a terceira dose somente 5 anos depois.

Não podemos deixar de alertar que a vacina não descarta a necessidade do exame Papanicolau. Exame esse, que identifica problemas uterinos como o câncer e infecção no colo do útero e devem ser realizados anualmente em mulheres sexualmente ativas. O intuito do governo liberando a vacina da HPV é de imunizar as meninas que ainda não tiveram contato com o vírus, imunizando-as ate chegarem ao período que obrigatoriamente farão os exames de rotina para avaliação de sua saúde, obviamente sendo alertadas sobre a utilização do preservativo que auxiliarão na prevenção não só do HPV como em outras doenças sexualmente transmissíveis. Mas a decisão de autorizar a aplicação da vacina na sua filha, só dependerá de você e da sua confiança, já que não é uma vacina obrigatória.

Veja também: Infecção no Colo do Útero – Como Descobrir?

Foto: VCU CNS, Pan American Health